top of page

Incêndio no estádio do Noroeste marcou a história do futebol em Bauru

  • Foto do escritor: Arquivo Rubro
    Arquivo Rubro
  • 15 de mai.
  • 2 min de leitura

Atualizado: 20 de mai.

O incêndio que atingiu o antigo Estádio Alfredo de Castilho, em 23 de novembro de 1958, permanece como um dos episódios mais conhecidos da história do Esporte Clube Noroeste. O fogo começou durante a partida entre Noroeste e São Paulo, válida pelo Campeonato Paulista, e destruiu grande parte das arquibancadas de madeira do estádio localizado na rua Quintino Bocaiúva, em Bauru.


Fogo no Estádio Alfredo de Castilho. | Imagem: Juarez/A Gazeta.
Fogo no Estádio Alfredo de Castilho. | Imagem: Juarez/A Gazeta.

Jogo entre Noroeste e São Paulo foi interrompido


A partida reunia cerca de 15 mil torcedores no antigo estádio do Norusca. O São Paulo chegou a Bauru com jogadores que haviam participado da conquista da Copa do Mundo de 1958 pela Seleção Brasileira, como Mauro Ramos, Dino Sani e De Sordi.


Juraci, do São Paulo, disputa bola com Gaspar e Pierre. | Imagem: A Gazeta.
Juraci, do São Paulo, disputa bola com Gaspar e Pierre. | Imagem: A Gazeta.

O jogo estava empatado em 0 a 0 quando, aos 25 minutos do primeiro tempo, começou o incêndio nas arquibancadas populares construídas em madeira. O fogo se espalhou rapidamente e provocou correria entre os torcedores. O árbitro argentino Juan Brozzi interrompeu a partida após a invasão do gramado por parte do público que tentava escapar das chamas.


Imagem: Juarez/A Gazeta.
Imagem: Juarez/A Gazeta.

Apesar da proporção do incêndio, não houve registro de mortes. Relatos da época apontam apenas feridos leves e danos materiais.


Arquibancadas de madeira foram destruídas


As arquibancadas haviam sido construídas poucos anos antes, quando o Noroeste conquistou o acesso à elite do futebol paulista e precisou ampliar a capacidade do estádio para disputar a Divisão Especial do Campeonato Paulista.


As estruturas eram feitas de madeira, material comum em estádios brasileiros naquele período. O calor intenso registrado naquele domingo contribuiu para que o fogo consumisse rapidamente boa parte do setor popular.


O incêndio também atingiu imóveis próximos ao estádio, segundo registros históricos ligados ao clube.


Estrutura de madeira queimada que abrigava a arquibancada geral do Alfredão. | Imagem: Diário Popular.
Estrutura de madeira queimada que abrigava a arquibancada geral do Alfredão. | Imagem: Diário Popular.

Noroeste deixou o estádio após o incêndio


Depois do incêndio, o Noroeste precisou deixar o estádio da região central de Bauru. O clube passou a mandar partidas no estádio do Bauru Atlético Clube durante o período de reconstrução.


A partida contra o São Paulo foi retomada semanas depois, em 9 de dezembro de 1958, no campo do BAC. O São Paulo venceu por 3 a 1.


O episódio acelerou a construção do novo estádio do Noroeste, na Vila Pacífico. O local foi inaugurado em 1960 e posteriormente recebeu novamente o nome Alfredo de Castilho.


Incêndio se tornou parte da memória do Norusca


O incêndio de 1958 passou a integrar a memória esportiva de Bauru e do Esporte Clube Noroeste. Décadas depois, o clube criou iniciativas para preservar objetos ligados ao episódio, entre eles uma das traves que resistiram ao fogo no antigo estádio.


A história também ficou associada à transição do Noroeste entre o antigo campo localizado no centro da cidade e o atual estádio na Vila Pacífico, utilizado pelo clube até hoje.


Acesse o post no instagram sobre o incêndio:



 
 
 

Comentários


bottom of page